Renan Santos e a defesa da bomba nuclear para o Brasil
Renan Santos, candidato pelo partido Missão, participou da série de sabatinas promovidas pela TV Globo na noite da última quarta-feira, 26, onde expôs sua posição sobre temas delicados da política nacional. Um dos pontos centrais da entrevista, conduzida por Renata Vasconcellos e César Tralli, foi a defesa do desenvolvimento de uma bomba nuclear como estratégia para colocar o Brasil em posição de protagonismo e soberania no cenário internacional.
Questionado sobre a viabilidade dessa ideia diante do atual panorama instável internacional, Renan manteve sua posição, ressaltando que o Brasil precisa iniciar o processo de recuperação de sua soberania por meio da pesquisa e desenvolvimento tecnológico, mesmo que ainda não tenha condições concretas para a produção de armas nucleares nos próximos dez anos. Segundo ele, esse passo é fundamental para que o país possa sentar à mesa de negociações globais e ser respeitado entre as grandes potências.
Desafios constitucionais e a Proposta de Emenda à Consitutição (PEC)
Durante a sabatina, a equipe da Globo levantou um ponto crucial: a Constituição Federal permite o uso de armas nucleares apenas para fins pacíficos, o que, na prática, é um entrave para a proposta de desenvolvimento de armamento atômico. Renan Santos citou a iniciativa do deputado federal Kim Kataguiri, aliado seu, que tentou modificar esse trecho por meio de uma Proposta de Emenda à Consitutição (PEC). O candidato reconhece que esse debate pode causar desconfortos, mas insiste que é o único caminho para garantir a defesa do território nacional e a proteção de suas riquezas naturais diante das pressões internacionais.
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Para ele, não é necessário um estudo científico para comprovar a importância de um país possuir força política para se proteger. “As nações mais poderosas do mundo dispõem de armas nucleares e se fazem respeitadas por isso”, afirmou, evidenciando a relação direta entre poder bélico e influência global.
Combate ao crime organizado: promessa de guerra declarada
Entre as propostas de campanha, Renan Santos destacou o compromisso de recuperar territórios dominados pelo crime organizado em todo o Brasil e erradicar o crime organizado em um prazo de um ano. Essa promessa vem acompanhada de um plano que visa mudanças na legislação penal, incluindo alterações no código de processo penal, aumento de penas para crimes violentos cometidos com armas e um tratamento diferenciado para casos ligados ao crime organizado.
O candidato defende a criação e declaração de uma verdadeira guerra contra essas organizações criminosas, ressaltando que operações e ocupações territoriais fazem parte do plano. Para viabilizar essa estratégia, mencionou a necessidade de investimento de R$ 6 bilhões para construção de dez presídios, cada um com capacidade para 30 a 40 mil presos. “Esse processo precisa começar imediatamente”, afirmou.
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Garantias legais e medidas contra arbitrariedades
Questionado sobre as garantias para evitar abusos durante essas operações, Renan destacou a importância do devido processo legal. Citou o exemplo da investigação que levou à prisão da influencer e advogada Deolane, apontada como ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Para ele, a ação demonstra que as investigações atualmente disponíveis já têm capacidade de identificar e punir membros de facções criminosas sem violar direitos.
Série de entrevistas com presidenciáveis
Renan Santos foi o terceiro candidato a participar das sabatinas da Globo. A série começou na segunda-feira, 24, com Romeu Zema (Novo), seguido por Ronaldo Caiado (PSD) na terça-feira, 25. Após Renan, a agenda segue com entrevistas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 27, Flávio Bolsonaro (PL) no dia 28 e Augusto Cury (Avante) no dia 29. Cada entrevista tem duração de 40 minutos, divididos em dois blocos, e um minuto para considerações finais. Foram convidados os seis candidatos mais bem colocados na pesquisa Quaest de intenções de voto divulgada em 14 de agosto.

