Wagner Moura destaca papel das leis culturais em sua formação
O ator baiano Wagner Moura foi o convidado do Conversa com Bial, em uma edição especial gravada em Atenas, na Grécia, tendo a Acrópole como cenário. Nesse episódio, ele compartilhou aspectos importantes de sua trajetória, que inclui a repercussão internacional da série O Agente Secreto, a turnê europeia da peça O Julgamento e novos projetos fora do Brasil.
Reconhecimento internacional e essência artística
Durante a entrevista, Moura fez um balanço da fase atual da carreira, marcada pela Palma de Ouro de Melhor Ator no Festival de Cannes e pela indicação ao Oscar. Apesar da visibilidade, o artista reforçou que mantém sua essência e o critério na escolha dos trabalhos: “Eu sigo sendo o artista que sou, do jeito que acredito, escolhendo as coisas que têm a ver comigo. Mas é claro que, depois da visibilidade de um Oscar, vêm oportunidades que não viriam antes.”
Início da carreira e políticas públicas na Bahia
Ao recordar os primeiros passos no teatro, Wagner atribuiu parte fundamental do seu crescimento às políticas públicas de incentivo à cultura em Salvador nos anos 90. “Eu prosperei porque em Salvador tinha lei de incentivo à cultura nos anos 90. Prosperei na minha vida como ator por isso”, afirmou, ressaltando o impacto dessas iniciativas na formação de artistas locais.
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Retorno aos palcos e reflexões atuais
Wagner Moura também comentou sobre o retorno ao teatro com o espetáculo O Julgamento, inspirado na obra Um Inimigo do Povo, de Henrik Ibsen. Ele lembrou que comemorou seus 50 anos durante uma apresentação em Amsterdã, na Holanda, e falou sobre a importância do teatro em sua vida: “O teatro me faz entender por que eu escolhi isso. É a fagulha que me fez querer ser ator.”
Opiniões sobre política e cultura contemporânea
O ator manifestou preocupação com a polarização e a desinformação na sociedade atual. “Hoje, os fatos já não importam mais. Se os fatos deixam de existir e passam a existir versões da realidade, isso me assusta”, analisou. Além disso, falou sobre a decisão de manter o sotaque em produções internacionais e compartilhou pensamentos sobre família e carreira durante o diálogo com Pedro Bial.
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