Produtividade além da tecnologia: foco no fator humano
Produtividade não se limita a adotar novas tecnologias. Essa é a visão do executivo responsável pelo Plano Brasil Saúde, que ressalta a importância crescente da produtividade humana diante do avanço da inteligência artificial e das inovações da quarta revolução industrial. Tecnologia, conhecimento e inovação precisam andar lado a lado com a qualificação profissional, o desenvolvimento de lideranças e a capacidade de adaptação das organizações para garantir competitividade.
“A produtividade não pode ser pensada apenas a partir da tecnologia. Precisamos colocar o ser humano no centro desse processo. É a combinação entre pessoas, conhecimento, inovação e tecnologia que permitirá às empresas avançar e o Estado se tornar mais competitivo”, afirma o executivo.
Projeto Bahia: uma agenda estruturante para o futuro
Com base nessa perspectiva, ele defende a criação de uma agenda estruturante de Estado, que contenha indicadores, prioridades e diretrizes capazes de orientar o setor produtivo na tomada de decisões. O “Projeto Bahia” teria o papel de apontar tendências futuras em áreas como serviços, tecnologia, informação, indústria e saúde, ajudando empresas e investidores a definir estratégias e identificar oportunidades concretas.
“Os empreendedores precisam de um Projeto Bahia, um projeto de Estado, de longo prazo, que aponte os indicadores de fomento e as tendências futuras em termos de serviços, tecnologia, informação e indústria, para que possam traçar e orientar suas estratégias”, explica.
Leia também: Governo da Bahia Lança Plano para Impulsionar a Cultura Exportadora e Expandir Mercados
Leia também: ACM Neto aposta no turismo para impulsionar economia e gerar empregos na Bahia
Bahia como protagonista no debate nacional sobre produtividade
Outro ponto fundamental destacado pelo executivo é a necessidade de ampliar o debate sobre produtividade para além da região Sudeste. Para ele, a Bahia possui condições para assumir um protagonismo maior nessa discussão e contribuir para uma visão mais ampla sobre os caminhos da economia brasileira.
“É importante abordar a produtividade fora da região Sudeste. Precisamos colocar a Bahia no centro desse debate, no foco da discussão sobre o futuro da economia brasileira”, reforça.
Desafios e oportunidades diante das transformações globais
O debate torna-se ainda mais relevante considerando o atual cenário marcado por mudanças geopolíticas e demográficas, o avanço acelerado da inteligência artificial, novas tecnologias e eventos climáticos extremos. Essas transformações já impactam mercados, cadeias produtivas e relações de trabalho, exigindo maior capacidade de antecipação e adaptação de empresas e governos.
Leia também: Economia da Bahia: Os 7 Setores-Chave que Movimentam o Estado
Leia também: ACM Neto Promove Encontro com Líderes do Agronegócio Para Impulsionar Desenvolvimento na Bahia
Para o executivo, é nesse contexto que a produtividade humana se destaca como diferencial competitivo. O desafio não é apenas produzir mais, mas produzir melhor, desenvolver competências, estimular a inovação e preparar pessoas e organizações para responder às novas demandas econômicas.
Setores estratégicos e desenvolvimento integrado
Uma estratégia de longo prazo pode ajudar a Bahia a converter essas mudanças em oportunidades reais, fortalecendo o ambiente de negócios e criando as bases para um novo ciclo de desenvolvimento. Setores estratégicos, como a saúde, ganham destaque pela sua relevância econômica, capacidade de gerar empregos e potencial para incorporar inovação, tecnologia e novos modelos de gestão.
“Colocar a saúde e outros setores estratégicos dentro de uma visão integrada de desenvolvimento é fundamental para que a Bahia amplie sua competitividade e se prepare para as transformações que já estão em curso. Tecnologia e inovação são essenciais, mas o fator humano permanece no centro da capacidade de empresas e instituições de construir um futuro mais competitivo para o Estado”, conclui o executivo.

