Nova liderança para a literatura e memória em Ipitanga
A poeta e escritora baiana Ana Cecília Ferreira foi escolhida para assumir a posição de Consultora Líder da Comissão de Literatura e Memória da recém-criada Academia de Cultura e Artes de Ipitanga. A instituição será oficialmente inaugurada em Santo Amaro de Ipitanga, no município de Lauro de Freitas, Bahia, com uma cerimônia marcada para sexta-feira (04/09/2026), às 19h, no Cine Teatro local.
O evento de posse reunirá os novos membros da Academia em uma programação dedicada à arte, cultura e à valorização da memória regional. A etapa marca o começo das atividades da entidade e a atuação dos integrantes em suas áreas específicas de contribuição cultural.
Literatura como ferramenta de memória e identidade
Com formação em psicologia clínica, Ana Cecília tem uma trajetória marcada pela atuação como escritora, poeta, curadora e palestrante. Entre suas obras estão os títulos “Parida pela Liberdade”, “Nossa Pele, Preta” e “A Menina dos Óculos Amarelos”. Sua produção literária dialoga com temáticas como identidade, ancestralidade, pertencimento, inclusão e diversidade.
Na nova função, ela pretende impulsionar o registro e a circulação das histórias, personagens e manifestações culturais de Ipitanga. Para Ana Cecília, a literatura é um meio fundamental para preservar a memória e valorizar as múltiplas experiências que formam a história local.
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Fonte: aquiribeirao.com.br
“A memória é escolher o que não queremos perder. E literatura também é uma forma de dizer: minha história importa e a história da minha gente também merece ser contada”, destaca a escritora.
Comissão valoriza pluralidade e diversidade cultural
A atuação da Comissão de Literatura e Memória terá foco na identificação e documentação das referências culturais locais, com atenção à diversidade de vozes que compõem a formação histórica de Ipitanga. A escolha de Ana Cecília dialoga com o legado do patrono da Academia, o poeta Tude Celestino de Souza, cuja obra nasceu da cultura nordestina, do cordel, do repente e das tradições orais.
A Academia de Cultura e Artes de Ipitanga reforça o compromisso com a inclusão e diversidade, enxergando a cultura como um espaço plural de convivência entre diferentes expressões e narrativas. Ana Cecília ressalta a importância de ampliar os espaços de escuta e registro das experiências culturais do território, garantindo que todas as identidades sejam respeitadas.
“Uma Academia precisa ser uma casa onde diferentes vozes possam ser ouvidas e onde ninguém precise deixar sua identidade do lado de fora para entrar”, afirma a escritora.
Início das atividades marca novo ciclo cultural
A posse dos acadêmicos e a inauguração da Academia ocorrerão no Cine Teatro de Lauro de Freitas, dando início oficial às atividades da instituição. Com Ana Cecília à frente da Comissão de Literatura e Memória, a produção literária e a preservação da história cultural se consolidam como eixos centrais da entidade.
O trabalho da Comissão deverá envolver o registro de personagens, manifestações e referências que refletem o patrimônio cultural de Ipitanga, fortalecendo a circulação e o acesso do público a essas narrativas locais.

