Investimento bilionário para Porto Sul em Ilhéus
O Ministério de Portos e Aeroportos confirmou a aprovação de um financiamento de R$ 6,59 bilhões para a construção do Terminal de Uso Privado (TUP) da Bahia Mineração (Bamin), localizado no Porto Sul, em Ilhéus, no Litoral Sul da Bahia. O montante, equivalente a 1,2 bilhão de dólares, foi autorizado pelo Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (FMM), sob a presidência do suplente Otto Luiz Burlier da Silveira Filho.
Parceria e integração com a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1)
O terminal faz parte do complexo Porto Sul, que está integrado à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1). A Bamin, pertencente ao grupo Eurasian Resources Group (ERG), com sede no Cazaquistão e em Luxemburgo, negocia a venda do complexo para a portuguesa Mota-Engil. Esse conjunto inclui a mina de ferro da Bamin, o terminal portuário e a ferrovia.
Além disso, a Bamin mantém compromissos para concluir a implantação da ferrovia e do porto. A expectativa é que o financiamento do Fundo da Marinha Mercante, que oferece condições financeiras mais vantajosas, facilite o processo de venda do empreendimento.
Dois terminais com operação complementar em Ilhéus
O planejamento portuário da região prevê a construção de dois Terminais de Uso Privado em Ilhéus. O primeiro é o da Bamin, enquanto o segundo contará com participação do Estado da Bahia. A operação desses terminais foi estruturada para funcionar de forma complementar, evitando que a ferrovia se conecte exclusivamente a um único empreendimento privado.
Até o momento, apenas a Fiol 1 foi ofertada ao mercado, com a concessão leiloada em 2021 e adquirida pela Bamin. A empresa tinha o compromisso de entregar a ferrovia em operação até 2026, mas cumpriu apenas uma parte do contrato antes da paralisação das obras em 2025.
Desde então, governo e concessionária têm buscado alternativas para retomar a viabilidade da Fiol 1 e do Porto Sul. As negociações chegaram a envolver a Vale, e atualmente a expectativa é que a Mota-Engil assuma o empreendimento. A transição está em análise pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável por regular o contrato ferroviário.

