Projeto visa impulsionar a economia criativa na Região Norte
O Projeto de Lei 3315/26 propõe a criação do Sistema Nacional de Economia Criativa de Base Local, conhecido como Criar Brasil, que pretende estruturar uma rede de apoio para atividades econômicas ligadas à criatividade, cultura e produção local. A iniciativa tem como foco principal fortalecer as cadeias produtivas e fomentar a inovação, com prioridade para os territórios da Região Norte do país.
De autoria do deputado federal Duda Ramos (Pode-RR), o projeto estabelece mecanismos de governança que organizam as ações previstas e definem metas para orientar o desenvolvimento da economia criativa. O texto abrange etapas essenciais, desde a produção até a comercialização e a inserção de produtos culturais e criativos em mercados internacionais.
Estruturação e objetivos do Criar Brasil
O Criar Brasil pretende consolidar políticas públicas que incentivem o crescimento das atividades criativas nos territórios brasileiros, dando especial atenção à Região Norte. A proposta entende que a economia criativa é uma fonte importante de geração de renda, fortalecimento da produção local e ampliação da participação de empreendedores e agentes culturais nos mercados.
Entre as metas estão o estímulo à inovação, o desenvolvimento da produção, a ampliação da comercialização e a internacionalização das cadeias produtivas criativas. A ideia é integrar essas etapas para transformar conhecimentos, expressões culturais e habilidades locais em oportunidades econômicas concretas.
Além disso, o projeto prevê a criação de instrumentos de governança que organizem as ações e estabeleçam referências para o acompanhamento das iniciativas, conforme as disposições que forem aprovadas ao longo da tramitação legislativa.
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Desafios econômicos da Região Norte segundo Duda Ramos
O deputado Duda Ramos destaca que o projeto busca corrigir uma distorção histórica no desenvolvimento brasileiro: a baixa visibilidade econômica e produtiva dos territórios criativos da Região Norte, especialmente aqueles ligados à cultura amazônica. Para ele, a valorização simbólica da cultura regional nem sempre se traduz em condições concretas para o desenvolvimento econômico.
Duda Ramos aponta dificuldades como a estrutura produtiva precária, o acesso limitado ao financiamento, as barreiras para entrar em mercados e a falta de continuidade nas políticas públicas de apoio. Segundo o parlamentar, a criação de uma estrutura nacional poderá transformar o potencial cultural e produtivo desses territórios em oportunidades reais de desenvolvimento econômico.
Região Norte como prioridade estratégica
A prioridade dada à Região Norte coloca os territórios amazônicos no centro da estratégia do projeto. A proposta busca ampliar as condições para que produtores, empreendedores e organizações locais possam desenvolver atividades relacionadas à cultura, criatividade e inovação.
O fortalecimento das cadeias produtivas locais é visto como um caminho para ampliar as oportunidades de comercialização. A articulação entre produção, financiamento e acesso a mercados deve aumentar a capacidade de inserção das iniciativas locais em circuitos comerciais mais amplos, inclusive no exterior.
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Fonte: decaruaru.com.br
Além disso, o projeto relaciona a economia criativa ao desenvolvimento econômico e social da região. A efetividade dessas medidas dependerá da regulamentação, dos mecanismos de execução e da disponibilidade de recursos para apoio.
Tramitação e próximos passos do projeto
O PL 3315/26 está em análise na Câmara dos Deputados e tramita em caráter conclusivo pelas comissões da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais, Desenvolvimento Econômico, Cultura e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Caso aprovado nessas comissões, o projeto poderá seguir direto para o Senado, salvo situações regimentais que exijam votação no Plenário da Câmara.
Se aprovado pelas duas Casas do Congresso Nacional e sancionado pelo presidente, o Sistema Nacional de Economia Criativa de Base Local será incorporado à legislação, criando uma estrutura formal para apoiar o setor.
Até que isso ocorra, o projeto permanece em fase de tramitação, permitindo que o texto final seja aprimorado conforme as discussões legislativas e os interesses dos envolvidos.

