Os bastidores da Cultura no governo Lula
O Ministério da Cultura, recriado em 2023, tem movimentado os bastidores políticos com três nomes fortes sendo cotados para assumir o cargo no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os artistas e gestores culturais baianos Wagner Moura e Maria Marighella, além do cantor paraibano Chico César, aparecem como os principais candidatos para a função que hoje é ocupada por Margareth Menezes.
Margareth Menezes segue como aposta para a pasta
Apesar das especulações, a jornalista Bela Megale, do jornal O GLOBO, destaca que Lula não demonstra intenção de promover mudanças no comando do ministério e deve manter Margareth Menezes como ministra. Ao seu lado, permanece Márcio Tavares na posição de secretário-executivo. Tavares, conhecido por sua proximidade com a primeira-dama Janja da Silva, é figura consolidada na área cultural e chegou a ser cogitado para chefe de Gabinete da Presidência, cargo que nunca almejou.
Perfis cotados para o Ministério da Cultura
Wagner Moura, que ganhou destaque internacional como protagonista do filme “O agente secreto”, indicado ao Oscar de 2026, não tem experiência na gestão pública, mas tem se envolvido politicamente nas redes sociais. Após o primeiro turno das eleições, quando o senador Flávio Bolsonaro (PL) liderou com 47,03% dos votos e Lula ficou com 45,16%, Moura assinou uma carta à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood criticando a gestão cultural do governo Jair Bolsonaro, pai de Flávio. Ele também participou da série “Revelando” no YouTube, que denunciava contradições do governo bolsonarista.
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Maria Marighella, neta do histórico líder Carlos Marighella, possui trajetória consolidada na política e gestão cultural desde 2012. Vereadora eleita em Salvador em 2020, ela conquistou 108.870 votos nas eleições deste ano e assumirá como deputada federal pela Bahia. Ao longo da campanha, manifestou apoio explícito à reeleição de Lula e à manutenção das políticas públicas do governo.
Chico César, que também participou ativamente da campanha de Lula nas redes sociais, tem experiência em gestão pública cultural, tendo presidido a Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) em 2009 e atuado como secretário de Cultura da Paraíba entre 2011 e 2014. Seu trabalho artístico recente inclui o álbum “Fofo”, lançado neste ano, com composições inéditas.
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