Desafio defensivo e indefinição no setor
Na sexta posição do Campeonato Brasileiro, com 53 pontos e a quatro do G-4, o Bahia enfrenta um momento delicado na reta final da competição. O próximo jogo só acontece no dia 18, quando o time visita o Grêmio, em Porto Alegre. Essa pausa para a Data Fifa surge como uma oportunidade para o técnico Rogério Ceni ajustar pontos que têm prejudicado o desempenho da equipe.
Um dos principais entraves está na defesa. Desde a saída de Ramos Mingo, o Bahia ainda não definiu com clareza quem será o zagueiro titular ao lado de David Duarte. Kanu parecia a escolha natural, porém, entre mudanças e testes, o espanhol Marco Moreno também tem sido opção e a vaga segue em disputa. Essa instabilidade tem refletido no número de gols sofridos: nas últimas dez partidas, o time levou 17 gols, média de 1,7 por jogo, um índice alto para quem está entre os primeiros colocados.
O desempenho defensivo preocupa, sobretudo porque o Bahia tem a décima pior defesa do campeonato, com 45 gols sofridos. Para um time que ocupa o sexto lugar na tabela, essa marca é incompatível. Em contrapartida, o setor ofensivo aparece em melhor situação, sendo o sexto ataque mais positivo, com 50 gols marcados, embora a efetividade ainda precise de aprimoramento.
Alterações táticas e equilíbrio em campo
Rogério Ceni tem buscado alternativas no esquema tático para melhorar o desempenho do Bahia. A transição do 4-3-3 para o 4-4-2, por exemplo, tinha o objetivo de reforçar o meio-campo e aumentar a qualidade na posse de bola. Na prática, porém, o time ainda enfrenta dificuldades para criar jogadas e, ao mesmo tempo, cede espaço para o adversário trabalhar a bola desde a defesa, com pouca pressão alta.
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A derrota por 3 a 0 para o Flamengo evidenciou fragilidades que precisam ser corrigidas. Ceni destacou que o problema não está no sistema defensivo em si, mas na forma como o time se posiciona e defende, especialmente no equilíbrio entre a linha de defesa e os demais setores. Ele ponderou a possibilidade de retomar o modelo anterior com três jogadores consistentes no meio-campo ou aprimorar o 4-4-2 para a defesa em linha baixa.
Essa mudança também está relacionada à volta de Everton Ribeiro ao time titular após quase seis meses. Sua presença busca dar mais controle na posse e evitar jogos de transição que prejudicam o Bahia. Apesar de um bom desempenho inicial, o meio-campista sentiu o desgaste e a equipe perdeu o domínio na segunda etapa do último jogo contra o Cruzeiro.
Desempenho irregular e necessidade de foco mental
Além das questões táticas, o Bahia tem enfrentado quedas de rendimento em momentos decisivos, o que tem frustrado a torcida. Em confrontos diretos na Copa do Brasil, Libertadores e Brasileirão, o time tem deixado escapar resultados importantes, como a derrota recente para o Cruzeiro depois de sair na frente no placar.
Rogério Ceni reconhece que o ataque do Bahia não tem sido tão eficiente quanto o esperado. Em partidas anteriores, o time criou chances, mas não conseguiu converter a maioria delas em gols. No entanto, houve melhora nas últimas rodadas, com seis gols marcados em três jogos, um sinal positivo para a continuidade do trabalho ofensivo.
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O centroavante Alejo Véliz, por exemplo, encerrou um jejum de sete partidas sem marcar ao balançar as redes nos acréscimos contra o Cruzeiro. Mesmo assim, o Bahia marcou 50 gols no campeonato, considerando dois gols contra, e ficou sem marcar em cinco rodadas. Segundo levantamento do Gato Mestre, o time faz um gol a cada 9,46 finalizações, sendo o sétimo melhor índice da Série A, atrás dos cinco primeiros colocados e do Santos.
Próximo compromisso e expectativa para a reta final
Com pouco mais de dez dias para trabalhar durante a Data Fifa, o Bahia tem a chance de ajustar seu sistema defensivo, melhorar a criação ofensiva e fortalecer o equilíbrio mental para os duelos decisivos que ainda restam. O próximo desafio será no dia 18 de novembro, às 21h30, contra o Grêmio, pela 35ª rodada do Brasileirão, em Porto Alegre.
A expectativa é que o Tricolor retome a confiança para se impor na competição e garantir a tão sonhada vaga na Libertadores do ano que vem, mantendo a regularidade e superando os desafios que surgiram ao longo do campeonato.

