Avanço dos vírus respiratórios na Bahia exige atenção
A Bahia enfrenta crescimento nos casos graves causados por vírus respiratórios, conforme aponta o último boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao metapneumovírus tem apresentado aumento significativo no estado, que está entre as regiões brasileiras mais afetadas. Além disso, o levantamento revela avanço nacional dos casos graves de covid-19 e rinovírus, o que reforça a necessidade de cuidados especiais para grupos vulneráveis, como crianças pequenas e idosos.
Destaques do InfoGripe e a situação nos estados
A análise do InfoGripe considera a Semana Epidemiológica 43, que compreende os dias 25 a 31 de outubro. O aumento dos casos de SRAG por metapneumovírus concentra-se em estados do Sudeste, Sul e Nordeste, incluindo Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Sergipe. No que se refere à Covid-19, há um crescimento observado em Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, embora a incidência permaneça baixa na maioria dessas unidades federativas, exceto em Mato Grosso, onde o SARS-CoV-2 é o principal agente responsável pela elevação dos casos.
Rinovírus e o impacto nas crianças pequenas
Os dados do boletim indicam que a maior incidência de SRAG ocorre entre crianças com até 2 anos de idade. Nesta faixa etária, os casos graves estão associados principalmente ao rinovírus, vírus sincicial respiratório (VSR) e metapneumovírus. O rinovírus se destaca como a principal causa de mortes entre crianças pequenas, enquanto entre idosos, acima de 65 anos, o maior impacto está relacionado ao número de óbitos por SRAG.
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Fonte: diretodorecife.com.br
Tatiana Portella, pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e responsável pelo InfoGripe, reforça a importância da vacinação contra a Covid-19 para prevenir complicações graves e óbitos. Ela destaca que manter a imunização em dia é fundamental para os grupos prioritários.
Distribuição dos vírus nas notificações e óbitos
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas analisadas, o rinovírus foi detectado em 50,1% dos casos positivos para vírus respiratórios entre pacientes com SRAG. O SARS-CoV-2 apareceu em 8,5% dos exames positivos, seguido pela influenza A (4,2%), influenza B (4,7%) e vírus sincicial respiratório (10,1%).
Entre os óbitos com resultado positivo para vírus respiratórios, o SARS-CoV-2 esteve presente em 24,1% dos casos, enquanto o rinovírus foi identificado em 43%. Outros vírus como influenza B (12,7%), VSR (3,8%) e influenza A (1,3%) também aparecem nos registros. Esses percentuais indicam a participação relativa dos vírus nos casos analisados, sem indicar o risco individual de morte por cada agente.
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Fonte: agazetadorio.com.br
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Fonte: joinews.com.br
Cenário geral da SRAG no Brasil em 2026
Até o momento, o Brasil notificou 171.369 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2026. Destes, 53,3% apresentaram resultado positivo para algum vírus respiratório, enquanto 36,7% tiveram resultado negativo e 4,4% aguardam confirmação laboratorial. O vírus sincicial respiratório lidera as identificações positivas com 38,7%, seguido pelo rinovírus com 33,5%, influenza A com 15,5%, influenza B com 5,5% e SARS-CoV-2 com 3,9%.
Alerta em capitais e estados específicos
O levantamento da Fiocruz também destaca que Aracaju (Sergipe) e João Pessoa (Paraíba) apresentam níveis de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco nas últimas semanas, com tendência de crescimento. Outros estados como Roraima, Sergipe e Santa Catarina mantêm índices elevados, mas sem aumento na tendência de longo prazo.

