Um Encontro de cultura e Memória
Na noite de segunda-feira, 27 de novembro, a Biblioteca Central do Estado da Bahia, localizada nos Barris, foi palco da abertura do Encontro Baiano de Livro, leitura e Memória. O evento, que contou com a presença de aproximadamente 300 pessoas, faz parte das celebrações pelos 40 anos da Fundação Pedro Calmon (FPC) e reuniu uma diversidade de profissionais, entre gestores, produtores culturais, pesquisadores, escritores, bibliotecários e agentes de leitura. A programação começou com uma apresentação da Camerata da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba), que encantou o público presente.
A mesa de abertura contou com a participação de figuras importantes do cenário cultural baiano, como Sandro Magalhães, diretor-geral da FPC; Ailton Fonseca, presidente da Academia de Letras da Bahia (ALB); e Kalipsa Brito, coordenadora pedagógica, além de outros representantes de instituições renomadas. Magalhães destacou a importância do evento para a formação e discussão de políticas públicas voltadas para a cultura: ‘Reunimos o público que atua nos territórios da Bahia para momentos de formação e escuta, visando a formulação de próximas políticas públicas. Entendemos que o livro, a leitura e a memória são direitos’, afirmou durante a solenidade.
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Ailton Fonseca, por sua vez, ressaltou o papel significativo da FPC: ‘A Fundação abraça uma missão singela e gigantesca: levar os livros às gerações e fazer da leitura um direito inalienável à população’. Kalypsa Brito também fez questão de sublinhar a importância da descentralização cultural, afirmando que o trabalho realizado pela FPC, em parceria com a Secretaria de Educação, coloca a Bahia em posição de destaque no que diz respeito a iniciativas de leitura e cultura.
Programação Diversificada de Oficinas e Debates
O evento não se limita apenas a comemorações, mas também busca capacitar os profissionais do setor cultural. Durante a abertura, foi apresentada uma agenda repleta de atividades, incluindo a emissão de certificados para os participantes. O cantor Adelmário Coelho encerrou a noite com um show que exaltou a rica cultura nordestina.
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Na manhã do segundo dia, as atividades começaram com uma apresentação do grupo de arte popular “A Pombagem”, que atua na periferia de Salvador desde 2009, realizando musicais e espetáculos de teatro de rua. Às 9h, o jornalista e escritor Ricardo Ishmael conduzirá um debate sobre os desafios da leitura na era digital, ao lado de especialistas como o Professor Doutor Arivaldo Sacramento e a Professora Doutora Henriette Gomes.
Além dos debates, o encontro oferecerá 11 oficinas gratuitas sobre diversos temas, incluindo ‘Restauração de Papel’, ‘Como Publicar o Primeiro Livro’ e ‘Como Contar e Encantar Histórias’. A programação musical do dia incluirá apresentações de Satyra Carvalho e Lazzo Matumbi, prometendo um fechamento vibrante para a jornada cultural.
Encerramento e Fortalecimento de Políticas Culturais
No terceiro e último dia do encontro, programado para 29 de novembro, intervenções artísticas da artista indígena Beatriz Tuxá e do DuoEmillieNaty marcarão o evento. A programação incluirá discussões sobre a preservação da memória cultural e a construção de políticas públicas que visem fortalecer os espaços de leitura e informação na Bahia.
O Encontro Baiano de Livro, Leitura e Memória não apenas celebra a trajetória da Fundação Pedro Calmon, mas também se apresenta como um espaço de reflexão e ação para o futuro da cultura na Bahia, promovendo a integração de diversos segmentos e valorizando o direito à leitura. As expectativas são altas para a continuidade das atividades e para a construção de um legado significativo para as futuras gerações.


