Panorama das propostas culturais na Bahia
Na corrida pelo governo da Bahia, jerônimo rodrigues (PT) e acm neto (União) colocam a Cultura em evidência, transformando o setor em um dos pilares da disputa eleitoral de outubro. Ambos apresentam planos detalhados que refletem suas visões para o futuro cultural do estado, apontando caminhos que envolvem desde a valorização das tradições locais até a modernização da infraestrutura e a inserção da cultura baiana em mercados internacionais.
Foco na identidade e infraestrutura por Jerônimo Rodrigues
O plano de Jerônimo Rodrigues aposta na consolidação de políticas identitárias e na atualização dos espaços culturais. Entre as iniciativas, destaca-se o programa “Cultura para Todos”, que busca ampliar o acesso por meio da formação de público e fortalecimento de bibliotecas, museus e espaços comunitários em todo o território baiano. Além disso, o programa Ouro Negro visa valorizar as manifestações afro-brasileiras como patrimônio e motor de desenvolvimento.
Outro ponto importante é o Infracultura Bahia, que pretende modernizar e tornar acessíveis equipamentos públicos como teatros e cinemas. Na frente audiovisual, o Bahia Filmes ganha destaque como empresa pública consolidada, com foco em atrair produções internacionais e fomentar conteúdos para plataformas de streaming. A proposta contempla ainda uma política estadual para a economia criativa, incentivando inovação, empreendedorismo e geração de emprego e renda no setor cultural. As culturas populares também recebem atenção por meio de editais, prêmios e convênios que reforçam a diversidade cultural do estado.
ACM Neto aposta na autonomia financeira e internacionalização
ACM Neto enfatiza a necessidade de autonomia financeira para o setor cultural, propondo a modernização da Lei de Incentivo à Cultura e a criação de um calendário anual de editais para garantir previsibilidade aos artistas. Na área audiovisual, o candidato quer fortalecer o Bahia Filmes como uma estrutura permanente com orçamento plurianual, integrando-a à FUNCEB para ampliar a distribuição das obras produzidas.
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O plano também prioriza a ativação dos equipamentos culturais existentes com planos de gestão individualizados, além da criação de Centros de Economia Criativa nas macrorregiões do estado. A territorialização ganha força com diagnósticos específicos sobre a vocação cultural de cada região, transformando festas populares como Carnaval e São João em políticas estruturadas, com financiamento regular.
Além disso, ACM Neto propõe integrar a cultura à rede estadual de ensino e oferecer formação técnica para profissionais da cadeia produtiva, como técnicos de som, luz e gestores. A salvaguarda do patrimônio imaterial, incluindo candomblé, capoeira, samba-de-roda e saberes tradicionais, também compõe suas prioridades.
Comparativo entre as propostas culturais
Apesar das diferenças, as propostas de Jerônimo e ACM Neto apresentam pontos convergentes que refletem desafios comuns do setor. Ambos veem o Bahia Filmes como peça central para o fortalecimento do audiovisual, porém com abordagens distintas: Jerônimo busca consolidar a empresa pública para atrair produções, enquanto Neto trabalha para garantir sua permanência com orçamento garantido.
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A economia criativa aparece como eixo estratégico para fomentar empreendedorismo e geração de renda, mostrando uma visão da cultura além do lazer. A descentralização e a territorialização também são consensuais, com Jerônimo propondo ações integradas em todos os territórios e Neto sugerindo diagnósticos específicos para cada região.
Na valorização da identidade cultural, Jerônimo destaca o programa Ouro Negro e as culturas populares. Já Neto detalha políticas para proteger o patrimônio imaterial e fortalecer festas tradicionais. Por fim, ambos planejam modernizar a infraestrutura cultural, melhorando a gestão e utilização de museus, teatros e demais espaços públicos para ampliar o acesso da população.
O que esperar para a cultura na Bahia
As propostas de Jerônimo Rodrigues e ACM Neto revelam um cenário em que a cultura permanece no centro do debate político baiano, com foco na preservação das tradições e na inovação para garantir sustentabilidade ao setor. A próxima etapa será observar como essas ideias serão implementadas e qual impacto terão na circulação cultural e no acesso do público aos equipamentos e manifestações que definem a identidade do estado.

